Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

2 de dez de 2010

Fascite Plantar: Como Auxiliar com o Método Pilates?


A fascite plantar é uma inflamação na região medial do calcâneo que gera dor no calcanhar estendendo-se para o arco plantar. A inflamação é ocasionada por microtraumatismos de impacto e pode gerar fibrose e degeneração das fibras faciais. Essa patologia é causada normalmente por características anatômicas específicas ou uso excessivo da articulação. E como o método Pilates pode auxiliar neste tipo de patologia? Seguem algumas dicas:
·         Primeiramente, devem ser evitados exercícios que geram impacto na articulação do tornozelo, como os saltos no jumpboard. O impacto aumenta a inflamação da fáscia.
·         A estimulação da região acometida com leves massagens auxilia na diminuição do quadro álgico, trazendo alívio para o aluno. É interessante que o aluno aprenda a fazer automassagem, utilizando, por exemplo, bolinhas de gel ou bolinhas de plástico. Só ele poderá regular a massagem considerando o nível de dor.
·         Os alongamentos de cadeia posterior, principalmente gastrocnêmios e sóleo, são extremamente importantes no processo, levando a uma descompressão da região. Em muitos casos, os alunos relatam alívio imediato da dor. Os exercícios de footwork são excelentes.
·         O trabalho de decoaptação de tornozelo deve ser associado para liberação da região, que suporta o peso do corpo durante a maior parte do dia. Isso pode ser realizado com auxílio de uma mola presa ao trapézio e ao tornozelo, fazendo pequenas ondulações realizadas pelas mãos do professor.
·         Evitar o fortalecimento intenso de gastrocnêmios e sóleo, trabalhando com pouquíssimas sobrecargas. Utilizar somente o peso do próprio corpo é uma boa alternativa.
·         Os exercícios em flexão plantar (ponta de pé) podem gerar alívio no momento, mas posteriormente podem aumentar o quadro de dor.
·         O trabalho de propriocepção desenvolvido no método Pilates deve ser explorado ao máximo nesses casos. Fazer o aluno perceber a pisada e ensiná-lo a distribuir bem o peso do corpo sobre a sola do pé, o ajudará a evitar sobrecarga na articulação durante atividades da vida diária.
·         A dor sempre deve ser considerada ponto limite para o trabalho. Se o aluno sente desconforto na realização de determinado exercício, verifique as cargas, a amplitude ou até mesmo suspenda a realização.

Essas são apenas algumas dicas de como lidar com esse tipo de patologia durante a sua aula e também como contribuir para a melhora do seu aluno.  Se você tem alguma outra dica, compartilhe conosco!

Por Viviane Vales

Fonte imagem : http://www.rogercruz.net

7 comentários:

  1. boa tarde gostaria d saber se a diabete
    causa esse tipo d doença.

    pode enviar a res´posta para o meu e-mail

    vilsonrv@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  2. Oi Vilson,

    A resposta segue para o seu email e também aqui para quem possa interessar.

    A grande ameaça da diabetes aos pés está relacionada ao mecanismos de sensibilidade. O indivíduo diabético sofre uma neuropatia (dano no sistema nervoso periférico) e não consegue enviar as informações relacionadas a sensibilidade. Assim, com excesso de glicose no sangue, o indivíduo não consegue perceber situações de dor e desconforto, como cortes, feridas e bolhas. Dessa forma, deve-se sempre observar os pés para tratar qualquer simples ferimento, evitando uma lesão maior.
    As causas da fascite plantar estão relacionadas à microtraumas de movimento, como por exemplo, impacto e overuse, e não à problemas neuronais e sensibilidade.
    O que pode acontecer é o indivíduo diabético desenvolver fascite plantar por ocasionar microtraumas na região e não tratar por não sentir as dores que sinalizam o processo inflamatório. Dessa forma, ela vai agravar a fascite plantar por falta de cuidado.

    Espero ter ajudado com essa questão.
    Obrigada pelo contato e por colaborar com a discussão em nosso blog.

    Abraços,

    ResponderExcluir
  3. Esta e uma das melhores leituras sobre fascite que ja encontrei.Abrangente e ao mesmo tempo resumida.Compacta mas ao mesmo tempo completa e de facil entendimento.Parabens.Alan Giovani.

    ResponderExcluir
  4. Viviane Vales30/05/2011 11:56

    Obrigada Alan, nossa missão é colaborar com a discussão de idéias, abraços

    ResponderExcluir
  5. Ola, estou com fascite plantar a 08 meses, e ainda estou pesquisando maneiras para me sintonizar com o problema. gostaria de algumas orientaçoes sobre o problema. Ja emagressi l0kg ja sinto menos dor, engordei devido medicamentos.oque devo fazer mais fora regime. obrigado estou meio perdida.

    ResponderExcluir
  6. Viviane Vales02/06/2011 08:12

    Olá,
    O emagrecimento já é um excelente colaborador no processo. A diminuição da sobrecarga no pé já vai gerar uma diminuição da inflamação. Mas daqui para frente, é necessário realizar um trabalho mais específico, de alongamentos, propriocepção e inclusive fortalecimento dos músculos do pés. Experimente novas formas de caminhar, por exemplo, na grama, na terra, no alfasto, em um colchão. Evite atividades de impacto, como corrida, e procure acompanhamento de um profissional.

    Obrigada pelo contato, espero ter ajudado.

    ResponderExcluir
  7. TENIS SHP UPS AJUDA NA FASCITE PLANTAR?

    ResponderExcluir