Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

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28 de jun. de 2012

Pilates e Hipertensão, parte II

Seja bem vindo ao nosso blog no dia de hoje!
Hipertensão já foi um tema abordado no blog, mas percebemos que muitos instrutores possuem muitas dúvidas com relação a este tema, então vamos aqui estamos nós para mais uma discussão.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (2011), estima-se que há cerca de 50 milhões de pessoas hipertensas no Brasil. A hipertensão é o aumento da pressão arterial ocasionado pelo excesso de ativação da proteína RAC1. De acordo com a classificação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, considera-se um indivíduo hipertenso com pressão constante > 140 mmHg (sistólica) e > 90 mmHg (diastólica).

A doença, ainda sem causa definida, está relacionada com problemas cardíacos, porém não é uma relação direta. Desta forma, abordamos com muita ênfase a questão da prevenção de problemas cardíacos em hipertensos.

Algumas consequências da pressão alta constante são:ineficiência da bomba muscular, hipertrofia do ventrículo esquerdo, alterações dos vasos sanguíneos ( o excesso de proteína deteriora a parede do vasos), insuficiência renal e cardíaca, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Normalmente, recomenda-se uma alimentação equilibrada, com diminuição de sal, e também exercícios aeróbicos moderados, como caminhadas. Porém, pensando na ineficiência da bomba muscular, devemos preconizar o fortalecimento muscular de MMII.

Dessa forma, o grupamento muscular inferior aumenta o retorno venoso e diminui o esforço do miocárdio, diminuindo estresse cardíaco. A atividade aeróbia não proporcionará aumento de força significativo para melhorar a ação da bomba muscular.

Existem também recomendações de trabalho com clientes hipertensos. São elas:
* Evitar posições invertidas, onde as pernas estão posicionadas acima da linha da cabeça;
* Não trabalhar em níveis de fadiga muscular;
* Perguntar se o aluno está medicado;
* Evitar longos períodos em posições supinas;

Recomenda-se, então, o fortalecimento de grandes grupos musculares, preconizando MMII e CORE, exercícios bi e multiarticulares, estimulando equilíbrio e sistema proprioceptivo.
Seguindo esse raciocínio e considerando as recomendações para clientes hipertensos, o Pilates apresenta muitas opções de trabalho.

Abaixo, seguem algumas opções de exercícios:


* Reformer

- Footworks: com utilização da prancha de saltos nas costas, 
meia lua ou outro acessório que gere uma inclinação ao deitar. 
-Side Splits
-Front Splits
- Back Splits
- Russian


* Cadillac
- Hip Opener
- Lunge
- Thigh Stretch
- Bycicle (em decúbito lateral)
- Circles ( em decúbito lateral)


* Chair
- Double leg pumps e variações
-Single leg pumps ( toes e heels)
- Plie front
- Forward step down
- Sideward step down
- Standing leg and foot press
- Forward lunge
- Side lunge
- Frog front
- Standing leg pump – crossover
- Achilles stretch


* Ladder Barrel
- Flat back
- Horseback
- Twist
- Side sit ups

Você tem outras estratégias de trabalho? Compartilhe conosco.
Até breve,

por Viviane Vales

29 de set. de 2010

Pilates e Hipertensão

A Hipertensão é uma patologia cada vez mais comum entre pessoas de todas as idades e é muito comum que indivíduos com este problema nos procurem  buscando atráves do Pilates recuperar sua qualidade de vida, diminuir o stress, entre outros fatores relacionados à pressão arterial. Acredito que o Pilates pode ajudar muito este tipo de cliente alcançar estes propósitos, mas acredito também que alguns cuidados precisam ser tomados com relação à escolha dos exercícios para este público.

Durante a atividade física se produzem mudanças na circulação sangüínea destinadas a prover um maior aporte de oxigênio aos tecidos que estão se movimentando. Este aporte maior se produz graças ao esforço do coração, devido a que este órgão aumenta o volume de sangue que envia ao corpo todo, uns 70 centímetros cúbicos de sangue por batida. Este valor, multiplicado por 70 batidas por minuto (a normal, em repouso) representa, aproximadamente, 5 litros por minuto. Mas durante o exercício esse volume pode chegar a se quintuplicar devido às mudanças que se produzem no organismo, por exemplo, o aumento da freqüência cardíaca. As necessidades metabólicas que surgem durante a atividade física são compensadas mediante adaptações do sistema circulatório central e o periférico, como o aumento da pressão arterial máxima e da freqüência cardíaca, a vasodilatação periférica e a local, e uma diminuição da pressão arterial mínima. O organismo contrai as artérias das regiões onde não se necessita um alto aporte de oxigênio, por exemplo, nas vísceras. E dilata ao máximo as zonas de esforço, dos músculos de pernas e braços, que requerem máximo aprovisionamento de oxigênio.  

Muitos índices de hipertensão podem estar relacionados a stress e ensinar às pessoas técnicas de gestão de stress eficientes, podem conduzir a uma redução do stress e a uma diminuição conseqüente da pressão arterial (McCaffrey et al., 2005) e o pilates, com suas metodologia consciente, pode desempenhar um papel importante nesta aprendizagem.

Devido a semelhança de muitos aspectos gostaríamos de citar a tese de mestrado do prof Danilo Santaella, onde relacionou-se a prática do  hatha yoga com a avaliação da pressão sangüinea em hipertensos. A conclusão foi que para os hipertensos, é importante associar exercício com o relaxamento como uma maneira de prevenir o estresse pois constatou-se que esse par diminuiu a sua pressão sanguínea.
Dentro das práticas de pilates acabamos encontrando estes dois aspectos: o exercício e o relaxamento.


Lembramos aqui alguns cuidados ao se prescrever exercícios para hipertensos, evitando estimular o aumento da pressão arterial e conseqüentemente o risco de ruptura de algum aneurisma durante a prática dos exercícios :


- Evitar trazer a cabeça abaixo do diafragma respiratório.

- Evitar permanecer de uma forma prolongada com os braços acima da cabeça sem descanso. E da mesma forma, a elevação das pernas permanecendo de forma estática por um período longo.

- Muito cuidado com as mudanças rápidas de posições.  Permita que o corpo faça os ajustes e adaptações calmamente.

- Cuidado com hiperventilações, expirações rápidas e forçadas e suspensão de respiração.

-  Evite que o aluno tombe a cabeça para trás, sem apoio ou sem controle.
- Exclua da série ou pelo menos evite as posturas invertidas (em que a pessoa fica de cabeça para baixo).


Esteja sempre atento a qualquer sintoma do seu aluno, perguntando e recebendo feedbacks incansavelmente, desta forma não haverá riscos. Outra sugestão que eu gostaria de deixar, (apesar de não conhecer) é da existência de um curso, realizado dentro do Incor (cito devido a seriedade de trabalho desta instituição) que trabalha de uma forma específica assuntos ligados ao coração, mas precisamente Pilates na Reabilitação Cardíaca” É promovido pela Unidade Clínica de Insuficiência Cardíaca e agradeço se alguém que conhece mais detalhes sobre o curso nos comunique.

Por Gerusa S. Gurak

Fonte auxiliar: