Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens

1 de ago. de 2012

Pilates é tudo isso?

É bom ver o pilates sendo discutido em grandes mídias. Esta semana a Folha de São Paulo, no caderno de  Equilíbrio e Saúde dedicou algumas páginas ao nosso querido método.
Ficamos felizes em ver amigos e bons colegas defendendo o pilates. Segue abaixo partes da matéria  que encontramos disponíveis na internet


31/07/2012 - 05h00

Sucesso do pilates abafa riscos e limitações do método

IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO


Dor nas costas, barriga, sedentarismo? Seus problemas acabaram: faça pilates.
A propaganda do método desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates (1883-1967) não é tão explícita assim, mas o pacote de benefícios colou no imaginário popular.
O sucesso é explicado por uma feliz combinação de fatores, a começar pelas qualidades da técnica. O pilates tem uma gama enorme de exercícios, adaptáveis a diversas condições físicas e objetivos, que organizam a postura e servem tanto para reabilitação quanto para a conquista de boa forma.
As qualidades foram incensadas por bonitos e famosos, atraindo investidores do mercado da malhação.
"No início da onda [do pilates], os equipamentos eram muito caros, então as empresas entraram com um marketing pesado para reforçar as vendas. Virou moda e se expandiu numa quantidade absurda", diz o fisioterapeuta carioca Leonardo Machado.

A moda não passou: iniciada há mais de dez anos, a curva de crescimento continua.
Segundo Léo Yamada, sócio do Grupo Metalife, que oferece aparelhos, consultoria e cursos de pilates, o negócio cresce 20% ao ano. "Nosso grupo, que abastece até 30% do mercado, está vendendo 5.000 estúdios por ano." Há cinco anos, o número de vendas girava em torno de 1.500, segundo ele.
A demanda também cresceu porque ficou fácil montar estúdio de pilates. "Com uma área pequena e investimento a partir de R$ 35 mil, a pessoa consegue começar seu negócio", afirma Yamada.
Com o crescimento rápido, vieram os efeitos colaterais. "Os estabelecimentos precisam de professores para 'começar ontem' e os profissionais têm que estar prontos 'amanhã' para trabalhar. Aí surge formação por vídeo, curso de final de semana...", diz Alice Becker, pioneira na formação de instrutores no Brasil e uma das criadoras da Aliança Brasileira de Pilates.
No Brasil, a profissão não é regulamentada, mas há padrões internacionais que servem para checar a qualificação do professor: ele deve ter feito um curso de 400 a 450 horas, incluindo aulas práticas com os aparelhos principais: trapézio, "reformer", cadeira e barril. Para saber, só perguntando ao professor onde ele se formou e se informando sobre a escola.


PÚBLICO DE RISCO
A formação deficiente é a primeira sombra no cenário maravilhoso atribuído ao método. "Todo mundo quer fazer achando que é indicado para tudo, sem avaliação, sem profissional habilitado. Esse pilates malfeito vai acabar queimando o filme do bom pilates", teme a fisioterapeuta Janaína Cintas, que tem especialização no método e em outras técnicas.
Por enquanto, o potencial do pilates faz o público apostar em suas vantagens. "O método é tão consistente que até quem não tem boa especialização faz algum sucesso, mantém seus alunos. Mas isso pode causar problemas", diz Alexandre Ohl, coordenador de pós-graduação em pilates na Unip (Universidade Paulista) e professor da Bodytech de São Paulo.
O risco aumenta porque justamente a população com problemas (dor na coluna, osteoporose, sedentária) é a mais atraída pelo método, que tem sido usado e indicado para tratar a saúde.

A advogada Luciana Serra Azul Guimarães, 38, estava havia cinco anos parada, com dores lombares. "Estava certa de que o pilates era a opção ideal para mim", conta.
No primeiro estúdio em que foi, fez uma aula experimental e só não começou a prática por falta de horários. Sorte dela: uma avaliação com fisioterapeuta identificou que o seu problema seria agravado pelos exercícios de pilates.
"O método é utilizado para tratamentos de coluna, mas há casos em que pode aumentar a dor e agravar a lesão", diz o ortopedista Bruno de Biase, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Só depois de tratar seu problema com outras técnicas, Luciana foi liberada para fazer pilates.
"A proposta do pilates é interessante, mas começaram a oferecer mais do que podem dar: faça pilates e você não vai ter mais dor nas costas, vai ganhar a flexibilidade de um bailarino e o corpo da Madonna. As coisas não funcionam desse jeito", diz o fisioterapeuta Leonardo Machado.



12 de jul. de 2012

Dicas para escolher um curso de formação


Confesso para vocês que sou uma incentivadora para profissionais da área de saúde investirem em um curso e começarem a atuar nesta área, que está carente de profissionais. E quando convido, estes profissionais alegam que procuraram algumas informações, mas ficaram muito perdidos por qual empresa fazer sua formação. Principalmente, uma vez que hoje em dia os valores de formação podem variar de R$ 1.000,00 a R$ 30.000,00 em média.
Sugiro a seguinte sequência:
  1. Seja aluno/cliente de Pilates. Procure vivenciar o método (melhor se puder experimentar com diversos profissionais e de escolas diferentes). Se você se identificou, passe para a próxima etapa, se não, melhor você não investir o seu tempo e energia com isso. Procure outra modalidade que te cative, pode ter certeza que vai ser muito mais fácil de você encontrar energia para sair da cama todas as manhãs.
  2. Gostou? Ficou encantando e já praticou por um período, agora você já está apto a começar a informar-se sobre as diferentes opções de cursos. Pergunte para os profissionais que te atenderam qual foi a empresa em que ele se formou, quais foram os pontos positivos, quais os negativos e o que ele conhece do mercado atual. Incluindo também, quais empresas eles indicam.
  3. Converse com pelo menos cinco profissionais que já estão atuando na área por pelo menos três anos. Perceba pontos positivos na atuação de cada um deles e, procure as empresas indicadas e entre em contato.
  4. Se houver possibilidade visite as empresas prestadoras de cursos, peça para conhecer o material, os instrutores que estão conduzindo o curso e realize pelo menos uma aula com estes instrutores. Não feche na primeira, obtenha parâmetros e depois se decida.


Encontramos muitas diferenças nos cursos oferecidos pelo país, de uma forma muito breve e resumida eu dividiria em duas categorias:
  • Empresas que estão ligadas a grandes e importantes multinacionais ou que possuem um respaldo internacional pelos condutores/proprietários destas empresas de pilates.  Normalmente possuem uma formação longa, que varia entre seis meses a dois anos de aula, possuem uma prova no final do curso que exige muito estudo e dedicação por parte dos participantes e que te especializa para os mais diversos tipos de atendimento (da reabilitação ao fitness), trabalhando com os exercícios originais e muitas opções de progressões e regressões de cada exercício do método. Tem horas de estágio de observação e prática como item obrigatório.
  • Empresas que possuem uma estrutura de curso mais enxuta. Variam de 1 a 4 finais de semana de curso (na maior parte dos casos 6 dias de aulas). Este tipo de curso, apesar do cliente finalizar com uma certificação, são um ponta pé inicial para a entrada no método. Engana-se o profissional que achar que após um ou dois finais de semana de aula pode iniciar com atendimentos.  Você até pode trabalhar com o método mas se foi a sua primeira experiência com pilates, um grande estágio (primeiro somente de observação e depois de início de práticas) vai ser fundamental.


Escuto outra afirmação:

“Queria muito fazer a formação na empresa X, mas percebi que os valores são muito caros, então foi em fazer Y”.
Perante isso defendo a seguinte ideia: pode ser um caminho mas, se você for um profissional coerente, pode ter certeza que você depois que estiver atuando com o método, vai ter vontade de participar de cursos e workshops destas empresas renomadas, pois conforme você estuda e entra em contato com a prática diária do método, vai perceber que precisa de mais informações, vai querer uma base sólida ou vai querer conhecer maneiras diferentes de trabalhar com o método.
O ponto crucial talvez seja: qual é a possibilidade de investimento que você poderá ter para entrar nesta área. Cada uma das opções tem seus pontos positivos e negativos. Não é minha função defender uma ou outra escola, principalmente porque também trabalho com cursos e consultorias dentro do método (as fotos quem estampam este post são da nossa equipe atuando em cursos). 
Acredito que seja necessário uma avaliação coerente para a escolha da escola. Oportunistas existem em todas as áreas, e existem cursos que nem sempre oferecem as devidas estruturas, ou estão sem regulamentação, com muitos alunos inscritos e pouca disponibilidade de vivência com o método, que dizem que a formação é de x horas, mas na verdade oferecem menos da metade, entre outros detalhes preocupantes. Então você como cliente deve fugir deste tipo de empresa.
Para finalizarmos e como faço parte de uma Aliança Brasileira de Pilates, gostaria de indicar um texto. A ABRAPI é uma associação sem fins lucrativos, destinada a congregar pessoas físicas (e não empresas), que exerçam funções especializadas do Método Pilates estimulando seu aprimoramento, a multiplicação dos conhecimentos e a investigação científica relacionada ao método.
Importante salientar também que a Aliança pretende orientar e esclarecer a sociedade em questões relativas ao método Pilates bem como representar os interesses dos instrutores associados frente às entidades fiscalizadoras das atividades afins e aos conselhos de classes dos profissionais que a constituem.
Cabe dizer ainda que não é finalidade da ABRAPI atestar ou validar cursos de formação, material didático e equipamentos de Pilates.
Ficou com dúvidas?  Escreva para a gente (ggurak@hotmail.com)
Até breve, 
Ge Gurak
Texto desenvolvido para o Portal Negócio & Fitness

12 de jun. de 2012

Corrigindo seus clientes, inclusive ao dormir

Olá instrutores, 
Não sei se você já parou para pensar nisso, mas será que adianta você querer melhorar a postura do seu cliente com 2 ou 3 aulas semanais de pilates se ele passa quase 50 horas por semana dormindo de qualquer maneira ou sem saber qual as melhores posições?  

Você se esforça em todas as aulas relembrando a posição correta das escápulas ou da organização da cintura pélvica mas de repente descobre que ele dorme totalmente sobre o braço. Será que esta situação interfere na postura e no seu trabalho como instrutor?
E se alguém te disser que a origem daquela dor no quadril relatada por sua cliente pode ser decorrente da maneira que ela passa suas noites de sonhos?

Pense nisso e se achar relevante adicione estas dicas posturais em seu repertório. 


Por Ge Gurak

15 de dez. de 2010

Mais movimento em 2011

Você entende quando e o que o seu corpo está falando?
E o corpo de seus alunos?
Ter domínio e controle sobre os sinais que o corpo transmite pode ser o
caminho mais eficaz para o sucesso e o bem estar. 


Nós trabalhamos com movimento, emoções, descobertas.
Acho triste quando esquecemos disso.

Aproveite este final de ano para pensar em seu trabalho e como através do pilates você pode contribuir 
positivamente na vida de seus clientes.
Movimento, emoção, vida.... feliz 2011!
Viva a dança da vida!


Por Ge Gurak