Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

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10 de nov. de 2012

Aulas em Grupo no Reformer


Citamos no post Pilates no Brasil e no Mundo a BMC com sua metodologia de sucesso  e deles recebemos um texto explicativo sobre dúvidas comuns de como se trabalha com 4, 5 até 8 pessoas em uma mesma aula de pilates. O texto é ótimo e não esclarece apenas quem tem dúvidas sobre esta aula em grrupos, ousamos dizer que esclarece quem tem dúvida de como estruturar uma aula eficiente de pilates, por isso gostaríamos de dividir com nossos leitores:



As aulas de Pilates em grupo consistem em um treinamento progressivo, motivador, seguro e razoavelmente variado, considerando que:
Aulas em grupo são sempre treinamento. A pós-reabilitação, necessidades de reeducação postural e outras necessidades devem ser abordadas em um programa individual.
Entender que o Pilates é uma disciplina "mente-corpo" e não uma técnica de relaxamento, meditação ou alongamento passivo.

A quem se destina?
As aulas em grupo no reformer são destinadas a pessoas de todas as idades e ambos os sexos, que são saudáveis ​​e não mostrando qualquer lesão ou patologias que os impeça de realizar pelo menos 90% do repertório básico.
O número ideal de participantes deve ser entre 4 e 8.

Quais os equipamentos necessários?
Reformer com caixa
Acessórios de reformer e de solo
Plataforma de saltos
Plataforma de extensão
Bandas elásticas
Fitness circle
Toning ball
Soft-ball 

Organizando os grupos
O ideal é organizarmos os grupos o mais homogéneo quanto possível em termos de aptidão para a aprendizagem, condição física e  idade. Se não for possível, devem priorizar exatamente nesta ordem.
Recomenda-se não misturar pessoas de diferentes níveis, mas infelizmente isso ocorre as vezes.  Nestes casos, devemos respeitar o nível de que a aula se propõe, nunca abaixá-lo ou elevá-lo para atender somente um cliente específico.



Grupos introdutórios do Método
Grupos introdutórios devem ser grupos temporários de 4 a 8 aulas. Nestes grupos, o cliente aprenderá sobre os  princípios, entrará em contato com o repertório e o programa de exercícios de base e o funcionamento da máquina, posteriormente ele poderá passar  para o próximo nível.

Estrutura de uma Classe
Em uma aula de Pilates há uma grande variedade de exercícios e séries, cujos objetivos finais podem ser reduzida em três conceitos:
  • Mobilizar as articulações
  • Flexibilizar o corpo
  • Fortalecer as camadas:  os músculos profundos e intermediários (postura, estabilidade) e os músculos das camadas exteriores (mobilização).



Com estes três conceitos que desenvolvemos as três diretrizes para o planejamento de uma aula:

MOBILIZAÇÃO: da coluna, da pélvis e da cintura escapular(como prioridade) e das articulações periféricas em segundo plano.
FORTALECER: os músculos do núcleo e das camadas profundas (como prioridade) e os músculos dos membros superiores e inferiores em segundo plano.
FLEXIBILIZAR: músculos posturais (prioridade) e os músculos periféricos e mobilizadores  em segundo lugar.
Qualquer exercício de Pilates pode ser classificados em um dos três grupos acima. Desses há exercícios que podem fazer parte de mais do que um grupo de cada vez, por exemplo, combinar fortalecimento com a flexibilidade e mobilização.

Além deste planejamento inicial devemos considerar as próximas cinco diretrizes:
  • PLANO DE MOVIMENTO: realizar movimentos em todos os planos possíveis (frontal, sagital e transversal, isto significa: flexão, extensão, flexão lateral, rotação, abdução, adução e movimentos específicos da pelve e cintura escapular.
  • Grupos musculares: exercitar todos os grupos musculares a fim de evitar desequilíbrios (Núcleo (core), coluna dorsal, braços, pelve (músculos mobilizadores), pernas, etc.
  • MUDANÇA DE POSIÇÃO DO CORPO: Exercício em diferentes posições: supino, prono, sentado, quadrúpede, decúbito ajoelhado, em pé e  decúbito lateral.
  • FRENTES E DIREÇÕES DE TRAÇÃO: a respeito da barra de pé do reformer: de frente, de costas e de perfil.
  • SEGURANÇA: O ponto mais importante a considerar no planejamento ao decidir as sequências e exercícios. Seja claro sobre o nível que tem o grupo e as dificuldades que pode responder.

Considerando este últimos aspectos mencionados, você organiza uma 
AULA EFICAZ, SEGURA, ORGANIZADA E DINÂMICA.



O que você não pode faltar
Mobilize sua coluna em todos os planos: flexão, extensão, flexão lateral e rotação
Exercite regiões periféricas: ombro e braço músculos e quadril e pernas
Trabalhando o núcleo, o centro (músculos profundos posturais)
Mudanças na posição do corpo (supino, prono, sentado, ajoelhado e em pé)
Mudanças de posição na máquina (frente, costas e perfil)

Lembre-se que as progressões se dão avançando nas posições. No entanto, todos as aulas devem incluir combinações dos quatro grupos e nas três frentes.

por Laura Pelinski
Stott Pilates Full Certification
Pilates Method Alliance Membership (PMA)
IDEA Health & Fitness Association Membership

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OBS:  Laura está neste mês em São Paulo (Brasil) abordando estes temas 
e lançando o workshop de pilates em grupo também.
 Informações no trabalhandocompilates@hotmail.com

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5 de jul. de 2012

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior e Pilates

                O ligamento cruzado anterior do joelho (LCA) encontra-se conectado à porção póstero-lateral do intercôndilo do fêmur e também à porção anterior à espinha da tíbia.  Tem como função estabilizar, controlar a cinemática e prevenir rotações e deslocamentos anormais da articulação do joelho.  Desta forma, é o LCA que trabalha evitando a rotação tibial, a angulação varo-valgo e, principalmente, a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.


             Observando a ação do LCA, devemos fazer algumas considerações antes de escolher o repertório de exercícios a serem realizados.
                Exercícios em cadeia cinética fechada tem menos probabilidade de gerar uma translação anterior da tíbia, pois a força é dissipada entre várias articulações dos MMII. Em cadeia cinética aberta, apenas uma articulação receberá a sobrecarga total. Além do que, neste tipo do exercício, o quadríceps, os músculos posteriores da coxa e os glúteos são ativados reduzindo as forças de rotação da tíbia, que estariam presentes nos exercícios de cadeia cinética aberta (PEPPARD,2001). Assim, considera-se extremamente importante o fortalecimento de ísquiostibiais, glúteos e quadríceps para prevenção e tratamento de lesão de LCA.  As extensões completas de joelho devem ser evitadas, pois ocorre maior solicitação mecânica do ligamento.
                A realização do trabalho proprioceptivo será indispensável, uma vez que estimulamos os mecanorreceptores geramos uma resposta mais rápida em situações inesperadas, que muitas vezes envolvem torções, por exemplo, pisar em buracos, cair de escadas, etc.
                 O alongamento dos rotadores externos do quadril também é importante, pois quando encurtados geram a rotação externa do fêmur, tensionando o LCA (Hewet. T, 2010).
                A análise postural será indispensável para identificar qual o mecanismo que lesionou o LCA. Sendo um geno valgo, por exemplo, deve-se seguir as orientações para isso, como alongar e fazer liberação miofascial da banda íliotibial, bíceps femural,  pectíneo e grácil e fortalecer tensor da fáscia lata e rotadores externos.
                É interessante liberar as fáscias das estruturas encurtadas para fortalecer na sequência seus antagonistas, evitando a tensão oposta.
Exercícios indicados dentro do método Pilates:
- Footwork com apoio dos pés do balance disc ( com suporte da prancha de saltos);
- Ponte sobre a bola com dissociação de MMII (flexionando e estendendo os joelhos);
- Agachamentos com auxílio da barra torre do Cadillac e também utilizando acessório de equilíbrio;
- Side kick series;
- Alongamento de MMII passivo estático com as alças de pés do reformer (unilateral)
- Liberação miofascial com o rolo;
                Devemos sempre tomar muito cuidado ao lidar com patologias do joelho, pois é uma articulação de grande sustentação corporal e suas disfunções geram compensações por toda a estrutura corporal.
                Por Viviane Vales

24 de mai. de 2012

Carles Puyol, jogador do Barça e o Pilates

Tive a experiência de potencializar o trabalho de atletas profissionais com o pilates e alcançamos grandes resultados. Adorei saber que o Cales Puyol, jogador do Barcelona também aderiu a prática. Confiram os vídeos





Por Ge Gurak

8 de mai. de 2012

Desafio no Pilates n1

Apesar de o método servir para todos, nem todos podem fazer tudo.
E algumas imagens geram uma grande curiosidade: como eles conseguem isso???
Pensando nisso estamos inaugurando mais 
uma sequencia de post intitulados: desafios no Pilates. 
Que tal o primeiro?

OBS: se alguém souber a origem desta foto, agradecemos

Importantíssimo: não ouse experimentar esta postura em 
aparelhos de baixa qualidade.
Na verdade fuja da prática em aparelhos e instrutores inseguros, 
isso pode causar sérios prejuízos.

Caso você tenha uma foto interessante encaminhe para ggurak@hotmail.com

2 de abr. de 2011

Pilates para Bailarinos

É muito comum a divulgação dos benefícios do Método Pilates para todos os publicos, de sedentários à atletas, de bailarinos à idosos, .... mas como proceder quando nos aparecerem estes alunos especias?
O tema desta postagem surgiu depois que tivemos que assumir aulas de pilates para bailarinos profissionais e para adolescentes que fazem aulas de ballet. 
As opiniões são controversas. Uns afirmam que a coluna e pelve devem ficar neutras (prática que buscamos para nossos alunos em aulas normais de pilates, seja no mat ou em aparelhos no studio) outros defendem que as características da modalidade em questão devem ser mantidas já que estamos falando em colher benefícios para o objetivo em si, neste caso queremos que os bailarinos melhorem sua performance no palco. Mas enquanto discustimos sobre isso, encontramos alguns vídeos interessantes sobre este tema.


Neste primeiro uma série feita por uma bailarina em ponta na prancha de saltos do reformer

E os próximos são vídeos de aulas que misturam o pilates com o ballet. Algumas inspirações bacanas outras questionáveis e merecedoras de uma bom bate-papo sobre o tema. 




A discussão está aberta. Qual sua opinião? Você já atendeu clientes com estes objetivos? 
E como você procedeu? Atingiu os objetivos?

 Por Ge Gurak (ggurak@hotmail.com) e Renata Giosa (renatagiosa@hotmail.com)