Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

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19 de out. de 2012

Gestantes + Reformer na aula de Pilates

Já conversamos sobre a utilização da prancha de saltos como um acessório para facilitar hipertensos que não podem permanecer na posição supino horizontalizada por muito tempo nas aulas de Pilates na postagem

Mas esta dica vale para vários públicos como gestantes, pessoas com refluxos ou outros problemas do gênero e hoje encontramos um desenho que não poderíamos deixar de 
compartilhar com nossos leitores e que ajuda a relembrar esta utilização

Lembre-se que para este púbico, inúmeros ajustes são necessários!
Bom trabalho a todos!
Ge Gurak 

5 de jul. de 2012

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior e Pilates

                O ligamento cruzado anterior do joelho (LCA) encontra-se conectado à porção póstero-lateral do intercôndilo do fêmur e também à porção anterior à espinha da tíbia.  Tem como função estabilizar, controlar a cinemática e prevenir rotações e deslocamentos anormais da articulação do joelho.  Desta forma, é o LCA que trabalha evitando a rotação tibial, a angulação varo-valgo e, principalmente, a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.


             Observando a ação do LCA, devemos fazer algumas considerações antes de escolher o repertório de exercícios a serem realizados.
                Exercícios em cadeia cinética fechada tem menos probabilidade de gerar uma translação anterior da tíbia, pois a força é dissipada entre várias articulações dos MMII. Em cadeia cinética aberta, apenas uma articulação receberá a sobrecarga total. Além do que, neste tipo do exercício, o quadríceps, os músculos posteriores da coxa e os glúteos são ativados reduzindo as forças de rotação da tíbia, que estariam presentes nos exercícios de cadeia cinética aberta (PEPPARD,2001). Assim, considera-se extremamente importante o fortalecimento de ísquiostibiais, glúteos e quadríceps para prevenção e tratamento de lesão de LCA.  As extensões completas de joelho devem ser evitadas, pois ocorre maior solicitação mecânica do ligamento.
                A realização do trabalho proprioceptivo será indispensável, uma vez que estimulamos os mecanorreceptores geramos uma resposta mais rápida em situações inesperadas, que muitas vezes envolvem torções, por exemplo, pisar em buracos, cair de escadas, etc.
                 O alongamento dos rotadores externos do quadril também é importante, pois quando encurtados geram a rotação externa do fêmur, tensionando o LCA (Hewet. T, 2010).
                A análise postural será indispensável para identificar qual o mecanismo que lesionou o LCA. Sendo um geno valgo, por exemplo, deve-se seguir as orientações para isso, como alongar e fazer liberação miofascial da banda íliotibial, bíceps femural,  pectíneo e grácil e fortalecer tensor da fáscia lata e rotadores externos.
                É interessante liberar as fáscias das estruturas encurtadas para fortalecer na sequência seus antagonistas, evitando a tensão oposta.
Exercícios indicados dentro do método Pilates:
- Footwork com apoio dos pés do balance disc ( com suporte da prancha de saltos);
- Ponte sobre a bola com dissociação de MMII (flexionando e estendendo os joelhos);
- Agachamentos com auxílio da barra torre do Cadillac e também utilizando acessório de equilíbrio;
- Side kick series;
- Alongamento de MMII passivo estático com as alças de pés do reformer (unilateral)
- Liberação miofascial com o rolo;
                Devemos sempre tomar muito cuidado ao lidar com patologias do joelho, pois é uma articulação de grande sustentação corporal e suas disfunções geram compensações por toda a estrutura corporal.
                Por Viviane Vales

22 de mar. de 2012

Resultados Avaliação Postural no Pilates


O propósito da postagem de hoje é mostrar um caso clínico verídico e falar sobre as modificações estruturais que o método Pilates pode realizar no corpo humano, principalmente na coluna vertebral.
                Sabemos que através da manobra de ativação do centro de força, multífidos, períneo e diafragma ativam o transverso do abdome e fortalecem toda musculatura estabilizadora. Essa é a base do trabalho no método Pilates, porém, esse não é o único objetivo em aula, pois pensando em alterações posturais, outras musculaturas podem estar em desequilíbrio.
                A seguir veremos o caso de uma aluna que, antes de iniciar as sessões de pilates realizou a avaliação postural.

Esta cliente iniciou no método Pilates dia 21 de março de 2011, e desde então, realizou 3 sessões semanais, parando apenas 2 semanas de férias no período de dezembro. Aluna assídua, não faltava às aulas, facilitando o trabalho dos instrutores. A equipe que a atende, é formada por 3 profissionais, que se organizam através dos registros de aula.
Principais queixas:
·         Dores na região direita da coluna torácica;
·         Dores no ombro direito;
·         Uma das barras da calça arrastava no chão;

Vamos observar as imagens nas vistas anterior, posterior e lateral direita e esquerda antes e depois de 11 meses de prática de pilates, 3x por semana:





Diante dessa análise, podemos observar que escoliose apresentada gerou diversas ações compensatórias. Sendo assim, foi traçado um plano de aula com objetivo de minimizar as compensações, diminuir dores e reorganizar a estrutura óssea através da ação muscular.


Plano de aula realizado ao longo de 11 meses:

- Fortalecimento do CORE através de dissociações;
- Pelve neutra;
- Crescimento axial estático e dinâmico;
- Organização crânio-cervical e da cintura escapular;
- Alongamento de todas as cadeias;
- Mobilização de coluna, com ênfase em tóraco-lombar;
- Estabilidade de pelve através de trabalhos de equilíbrio ou dissociações em bases instáveis;
- Fortalecimento geral com ênfase em glúteos e abdominais;
- Relaxamento através do trabalho de consciência corporal;

Resultados obtidos

               Após o desenvolvimento da programação e sua aplicação por seis meses, a aluna já relatava diminuição de dores e percepção de melhora na postura. Após onze meses, já foi possível verificar os seguintes resultados:

- Simetria de ombros;
- Crescimento axial;
- Diminuição do Triangulo de Tales aumentado à direita;
- Alinhamento de cristas ilíacas;
- Pelve neutra em estática e em dinâmica;
-Reorganização escapular;
- Diminuição da protusão de ombros;
- Diminuição da anteriorzação de cabeça;
- Alinhamento das curvaturas fisiológicas da coluna, principalmente região lombar;
- Fortalecimento muscular aumentado, permitindo a execução de movimentos instáveis e complexos;
- Perda de medidas abdominais e aumento de medidas em MMSS e MMII;
- Aumento da flexibilidade;

               O método Pilates, quando bem estruturado e bem aplicado, pode realmente melhorar a postura de um indivíduo, proporcionar aumento de força muscular e alívio de dores através da diminuição das compensações. O nosso trabalho é proporcionar a melhora da qualidade de vida das pessoas e o bem-estar. 
Dessa vez, missão iniciada com sucesso, mas sabemos que ainda temos muito pela frente...

Por Vivi Vales
com agradecimento especial as instrutoras da Equipe que atenderam esta cliente


5 de jun. de 2011

Lordoses- hiperlordoses cifoses - hipercifoses

Você conhece o Blog Personal High Performance?
Muito didático, inclusive com sugestões de exercícios, gostei muito do trabalho do Diego Fernandes e Silvana Souza, por isso estamos publicando um dos textos deles. 



Curvatura da coluna vertebral com convexidade anterior. A lordose é fisiológica na cervical e lombar. É anormal quando se situa em outra parte da coluna vertebral ou quando é muito acentuada, no caso a hiperlordose.
As lordoses cervicais, lombares e as de joelho e do pé são feitas para mexer. As regiões cervicais e lombares apresentam vértebras cujos processos transversos são livres de toda relação óssea. 
Na frente da lordose lombar e cervical, as paredes do abdomen e da garganta são flexíveis. Seus centros, o umbigo e o osso hióide, estão no nível do vértice da lordose L3 e C3.
Na frente da lordose do joelho encontra-se a patela.
Os movimentos vão exprimir-se sobre as lordoses.
As cadeias musculares vão ser encarregadas de controlar o movimento.
A hiperlordose é o aumento da concavidade na região lombar ou cervical. A hiperlordose no adulto provoca retração dos ligamentos posteriores, dos músculos espinhais e do ílio psoas, o que favorece o aparecimento das dores. A contração excêntrica seria o mais indicado para promover o alongamento muscular, pois é a que mais rapidamente estimula adaptações no comprimento do músculo, aumentando assim a sua flexibilidade.


Fortalecer:
.transverso do abdomen
.períneo
.glúteos
.adutor magnum



Alongar:
.ilio psoas
.isquistibiais
.paravertebrais



Exercícios para o tratamento com o pilates:



.Ponte com a bola:
Objetivo:
Fortalecer períneo, glúteo máximo, adutores e mobilização de coluna.








.Hamstring Stretch

Objetivo: Alongar cadeia posterior e mobilização de coluna.











.Stretch front

Objetivo: Alongar isquistibiais e gastrocnêmio.














Rolling like a ball
Objetivo: Fortalecer reto abdominal, oblíquo externo e mobilização de coluna.















O movimento do corpo pode ser feito no nível das cifoses? Resposta: NÃO!

As cifoses não foram feitas para movimentar-se. Basta ver que antes de cada cifose existe uma estrutura dura:
.antes do occipto, o crânio;
.antes das dorsais, o tórax;
.antes do sacro, a pelve.



As cifoses tem uma função de proteção para a cavidade craniana: o cérebro. Para a cavidade torácica: os pulmões e o coração. Para a cavidade pelviana: os órgãos da pelve menor.

Se as cifoses são feitas para proteger, não é lógico pensar que uma cifose que aumenta protege mais os órgãos que lhe são confiados (cifose torácica no caso da asma, das bronquites crônicas, das cardiopatias etc). Isso nos leva a pensar que uma cifose não deve ser tratada às cegas, através de um endireitamento autoritário. De toda a maneira, uma cifose acentuada não é jamais um problema músculo vertebral; é um problema interno ou anterior.
Considerar as cifoses como curvaturas de proteção parece muito interessante, mas isso leva a problemas secundários: a necessidade de vascularização sem falência de órgãos como o cérebro, pulmão, coração. Isso vai tornar-se problemático quando nos propomos a colocar esses órgãos em regiões de mobilidade relativa.



Papel das cifoses e das lordoses

Podemos falar da alternância das lordoses e das cifoses da cabeça aos pés:

.cifose craniana;
.lordose cervical;
.cifose torácica;
.lordose lombar;
.cifose sacral;
.lordose do joelho;
.cifose do calcâneo;
.lordose do pé.



A hipercifose é a acentuação da convexidade posterior da coluna torácica. O aumento da cifose, promove alterações anatômicas como a gibosidade posterior, dorso curvo e pode levar a alterações respiratórias devido a diminuição da expansibilidade torácica. Algumas patologias podem levar as alterações estruturais, a Doença de Scheuermann, degenerações dicais, osteoporoses, etc.
Essas alterações promovem a fraqueza da musculatura dos flexores da coluna, ocorre perda de elasticidade, hipertonicidade da musculatura do peitoral, hipotonicidade dorsal, cabeça anteriorizada, levando a um mau alinhamento postural.



Exercícios para o tratamento com o pilates


Rocking:

Objetivo: alongamento de cadeia anterior, mobilização de coluna em extensão, alongamento de peitoral e quadríceps.












Arms pulling

Objetivo: Fortalecer tríceps, trapézio, rombóides, deltóide posterior e paravertebrais.












Long box: pulling straps.

Objetivo: Fortalecer grande dorsal, redondo maior, serrátil e deltóide.











Body Extension

Objetivo: Fortalecimento de glúteo máximo, quadríceps, rombóide e paravertebrais.















OBS: É importante alongar a cadeia anterior, principalmente peitoral maior e fortalecimento excêntrico da cadeia posterior. Exercícios de enrolamento da coluna, como o rolling back não seriam indicados pelo aumento da cifose torácica do movimento.


Fonte:
.Busquet L., As Cadeias Musculares, Volume 2, Belo Horizonte 2001.
.Apostila do Curso Avançado Pilates Metacorpus.

Escrito pela Equipe do  http://silsouza.blogspot.com/

29 de jan. de 2011

Escoliose e o método Pilates


O método Pilates é bastante reconhecido pela sua eficiente prevenção e recuperação de desvios posturais. Mas nem sempre todos os exercícios do método são aplicáveis. Em cada caso,deve-se analisar tipo, grau e causas do problema, para então decidir quais exercícios devem ser aplicados ou até se o método é indicado.
A escoliose é um desvio postural caracterizado por inclinação, flexão e rotação das vértebras da coluna, obtendo forma tridimensional, formando um “S” ou um “C”. É um problema comum entre a população, sendo que grande parte dos praticantes do método apresentam escoliose.
A escoliose pode ser de origem idiopática, neuromuscular ou congênita e se classifica em não-estruturada , estruturada transitoriamente e estruturada. Essas classificações devem ser cuidadosamente analisadas pelo professor ao iniciar as aulas de pilates com o aluno escoliótico.
A escoliose não-estruturada apresenta leve curvatura e se pode observar correção durante a flexão de coluna e em decúbito É a mais fácil de ser trabalhada, pois ainda pode ser revertida. Neste caso, exercícios de estabilização de coluna e fortalecimento paravertebral e dos músculos do CORE são muito indicados, pois a coluna necessita de estabilidade. O alongamento de cadeia lateral também é importante, desde que trabalhado igualmente para os dois lados e sem sobrecarga. Exercícios de dissociação de membros e fortalecimento geral em decúbito dorsal são uma boa alternativa nesses casos.
Na escoliose estruturada transitoriamente, o desvio surge de forma secundária à hérnia discal ou situações inflamatórias. A mesma metodologia da escoliose não-estruturada pode ser aplicada neste caso, porém deve-se, prioritariamente, respeitar o grau de inflamação originado por outro problema.
A escoliose estruturada é aquela da qual não é possível reverter a deformidade. Pode ser hereditária ou causada por alterações no período embrionário. Neste caso, o trabalho deve focar-se no alongamento das estruturas envolvidas, fortalecimento de paravertebrais e CORE para que outras estruturas não sejam comprometidas. Evitar movimentos de flexão de coluna e inclinação lateral é importante para não aumentar o grau de curvatura da coluna.
O método proporciona uma imensa variedade de exercícios para atingir um mesmo objetivo. Dessa forma, o Pilates é uma alternativa eficiente e motivante para os alunos.
                Sempre deve ser considerada a individualidade do aluno, conhecendo-o e respeitando suas possibilidades.
                Já discutimos este tema em nosso blog na postagem em julho de 2007 mas é sempre pertinente e gera muitas dúvidas entre os profissionais. E você tem opinião formada sobre este assunto? Qual sua forma de trabalhar com casos de escoliose?

Por Viviane Vales

2 de dez. de 2010

Fascite Plantar: Como Auxiliar com o Método Pilates?


A fascite plantar é uma inflamação na região medial do calcâneo que gera dor no calcanhar estendendo-se para o arco plantar. A inflamação é ocasionada por microtraumatismos de impacto e pode gerar fibrose e degeneração das fibras faciais. Essa patologia é causada normalmente por características anatômicas específicas ou uso excessivo da articulação. E como o método Pilates pode auxiliar neste tipo de patologia? Seguem algumas dicas:
·         Primeiramente, devem ser evitados exercícios que geram impacto na articulação do tornozelo, como os saltos no jumpboard. O impacto aumenta a inflamação da fáscia.
·         A estimulação da região acometida com leves massagens auxilia na diminuição do quadro álgico, trazendo alívio para o aluno. É interessante que o aluno aprenda a fazer automassagem, utilizando, por exemplo, bolinhas de gel ou bolinhas de plástico. Só ele poderá regular a massagem considerando o nível de dor.
·         Os alongamentos de cadeia posterior, principalmente gastrocnêmios e sóleo, são extremamente importantes no processo, levando a uma descompressão da região. Em muitos casos, os alunos relatam alívio imediato da dor. Os exercícios de footwork são excelentes.
·         O trabalho de decoaptação de tornozelo deve ser associado para liberação da região, que suporta o peso do corpo durante a maior parte do dia. Isso pode ser realizado com auxílio de uma mola presa ao trapézio e ao tornozelo, fazendo pequenas ondulações realizadas pelas mãos do professor.
·         Evitar o fortalecimento intenso de gastrocnêmios e sóleo, trabalhando com pouquíssimas sobrecargas. Utilizar somente o peso do próprio corpo é uma boa alternativa.
·         Os exercícios em flexão plantar (ponta de pé) podem gerar alívio no momento, mas posteriormente podem aumentar o quadro de dor.
·         O trabalho de propriocepção desenvolvido no método Pilates deve ser explorado ao máximo nesses casos. Fazer o aluno perceber a pisada e ensiná-lo a distribuir bem o peso do corpo sobre a sola do pé, o ajudará a evitar sobrecarga na articulação durante atividades da vida diária.
·         A dor sempre deve ser considerada ponto limite para o trabalho. Se o aluno sente desconforto na realização de determinado exercício, verifique as cargas, a amplitude ou até mesmo suspenda a realização.

Essas são apenas algumas dicas de como lidar com esse tipo de patologia durante a sua aula e também como contribuir para a melhora do seu aluno.  Se você tem alguma outra dica, compartilhe conosco!

Por Viviane Vales

Fonte imagem : http://www.rogercruz.net

24 de out. de 2010

Dores nos punhos e o Pilates

Em muitos exercícios de Pilates, seja nos aparelhos, ou no solo e bola, utilizamos o apoio das mãos com os punhos em extensão.  Em alguns exercícios a descarga de peso sobre os punhos é parcial, porém em outros a descarga de peso é muito intensa.

Algumas pessoas, apresentam uma maior  fragilidade nesta articulação e referem dor durante a prática do Pilates. Exercícios como os Pull Ups na cadeira dependem do apoio dos punhos em extensão, porém a descarga de peso é aliviada pela quantidade de molas utilizada para auxiliar a musculatura abdominal 
na elevação do quadril.          
Já exercícios  de fortalecimento de abdome na bola  em posição prono, onde apenas os pés ficam na bola, oferecem descarga total do peso do corpo sobre a articulação dos punhos em extensão.




Exercícios no solo nesta mesma posição ou em outras posições em que os punhos permanecem em extensão oferecem descarga de peso intensa. 
Nestes e em todos os demais exercícios onde ocorre sobrecarga desta articulação, há uma compactação dos ossos do punho (piramidal, semilunar e escafóide) pela extremidade distal do rádio. A dor mais comum ocorre quando há pressão sobre o túnel do carpo com compressão do nervo mediano.
Existem alguns exercícios para prevenir estas dores e preparar a articulação dos punhos. Podemos orientar o aluno a executá-los no início e no final da aula quando sabemos que exercícios que sobrecarreguem os punhos serão realizados. É uma forma de compensação da articulação, da mesma forma que fazemos com a coluna lombar, após um exercício de extensão ou hiperlordose. Iremos  preparar a articulação do punho para os exercícios e após a sua realização, promover a decoaptação articular.
Como preparação podemos realizar exercícios de flexo-extensão e rotação dos punhos com a toning ball ou halteres de 2 kg com os braços na posição vertical, tomando a força da gravidade como aliada no aumento do espaço intra-articular. Exercícios em que as mãos em preensão sustentem o peso do corpo também ajudam na decoaptação como o hanging pull ups e o rolling back em pé.


Exercícios como o rolling back sentado com o auxílio das molas podem ser uma variação interessante para aqueles que apresentam dificuldade na realização dos exercícios anteriores.  
Com as alças de tornozelos colocadas nos punhos e conectadas  nas molas de sustentação na barra horizontal do Cadillac, cria-se uma ótima opção de decoaptação articular, associada ao trabalho de adução escapular. 
Outra opção é a colocação dos discos infláveis presos nas alças em torno dos punhos e realizar o movimento de rotação do ombro, o que também promove uma decoaptação desta articulação em conjunto.

Na parte final da aula podemos associar a decoaptação articular dos punhos aos exercícios de fortalecimento abdominal, equilíbrio e relaxamento, de forma que esse conjunto mantenha o ritmo da aula sem prejuízo das sequências e ao mesmo tempo prepare a articulação do punho para as próximas aulas.

Por Aneci Sobral Rocha 
Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória e Pilates 
Clínica São Genaro e Instituto Brasileiro de Naturologia.