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8 de jun de 2011

Imprint: Como e quando utilizar essa manobra?

A Contrologia desenvolvida por Joseph, hoje chamada de método Pilates, sofreu alterações ao longo do tempo. Seguindo os princípios do método original, foram adicionados conhecimentos científicos das áreas da fisioterapia e da educação física. Biomecânicos e fisiologistas contribuíram para que pudéssemos explicar fisiologicamente a eficácia do método, como por exemplo, a estabilização de coluna que o centro de força proporciona.

Com a introdução da ciência no método, o Pilates Contemporâneo surgiu com novos conceitos e novas manobras de trabalho. O Imprint é uma delas.

O Imprint é uma manobra que visa descompensar músculos paravertebrais da região lombossacra gerado pela hiperlordose e anteversão de quadril. O movimento é muito sutil. Aproximam-se as cristas ilíacas anteriores da última costela flutuante, através da contração do reto abdominal e oblíquos, como uma linha de ligação. A pelve deve continuar em posição neutra, sem realizar a retroversão.
Confunde-se facilmente a manobra do Imprint com a retroversão de quadril. Abaixo, temos um vídeo que demonstra a diferença da coluna em posição neutra e em Imprint. Veja:


Mas quando utilizar essa manobra?

Para os iniciantes, a estabilização dinâmica da coluna, principalmente região lombar, é algo difícil de ser realizado. O Imprint facilitará o processo de estabilização e o aluno poderá realizar o exercício com maior segurança, sem compensações. Por exemplo, num exercício de dissociação de cintura pélvica.

O Imprint deve ser utlizado para alunos com hiperlordose lombar. Esse desvio postural gera uma tensão na musculatura paravertebral da região lombar que não permite encontrar a coluna neutra e também traz grande desconforto ao praticante.
Em exercícios de grande instabilidade, como as pranchas, a manobra também é indicada.

O instrutor deve preparar exercícios educativos para ensinar o Imprint e realizar exercícios com grande estabilidade, certificando-se que seu aluno domina a manobra. Posteriormente, com toda segurança, deve-se passar os exercícios de grande instabilidade.

Dúvidas sobre o tema, sua aplicação e execução? Compartilhe conosco sua experiência, será enriquecedor.
Abraços,

Por Viviane Vales

6 comentários:

  1. Adorei sua postagem Vi. Muitas vezes ficando pensando em inovar, em modificar nossas aula e esquecemos de conceitos simples mas, que são super importantes e "seguros" para nossa aula.

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  2. Viviane Vales09/06/2011 19:08

    Obrigada Ge. Só de pensarmos nas estratégias para ensinar os príncipios corretamente, estaremos inovando. O ideal é sempre modificar o estímulo, fazendo o aluno experimentar a mesma coisa em posições e situações diferentes.
    Não é fácil, mas professores dedicados e que amam a profissão transmitem o que sabem com a persistência e empenho de Joseph.

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  3. Olá Gerusa, essa discusão é delicada, mas concordo com você que em alunos com hiperlordose deveremos sugerir uma ativação abdominal que os leve para a neutra.
    Da mesma forma nos alunos com retificação deveremos estimular uma ativação mais efetiva dos eretores espinhais lombares e, provavelmente, o relaxamento de gúteos e assoalho pélvico que devem estar hiperativados ou, pelo menos,tensos e encurtados.
    Sou da opinião que a ativação deve ser proporcional a alavanca e que, muitas vezes, o imprint é uma roubadinha - retificamos antes de saber se a carga exigirá essa situação. Pode ser que o abdome seja capaz de manter a neutra sem precisar retificar a coluna. DE qualquer forma no vídeo a instrutora, quando sai do imprint para a neutra, escorrega seus ossos na pele e cria compensações na coluna. Veja como sua lordose não é apenaslombar , mas uma lordose alta, já na transição tóraco lombar.
    Ótimo post!! Dá o que pensar! beijão. Silvia.

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  4. Viviane Vales05/07/2011 16:17

    Oi Silvia, obrigada pela participação em nosso blog, é enriquecedora.
    A aplicação do Imprint, assim como a aula de pilates como um todo, se torna mais eficaz após a avaliação postural inicial. Assim poderemos saber se a manobra é indicada ou não. As alavancas também são pontos a analisar. Percebo em minha prática de aula que alunos hiperlordóticos não conseguem realizar exercícios de dissociação de membros inferiores sem imprint, mesmo com pequenas alavancas. Já para os alunos com lordose lombar fisiológica, os exercícios de pequenas alavancas são perfeitamente executados sem aplicação do Imprint.
    Me preocupa muito a forma como a técnica é aplicada, por ser muito sutil e estar a um fio de uma retificação.

    Obrigada e até a próxima. Parabéns pelo seu blog.

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  5. Ola, mas pode se dizer entao que o imprint vem por uma retroversão da bacia ou nao? è que se formos pensar ao mobilizar as vertebras lombares automaticamente a pelvis irá atras e ai será uma anteversao ou uma retroversão. Estou pensando bem? bjs parabéns pelo blog

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  6. Viviane Vales27/10/2011 11:16

    Olá, obrigada pela mensagem.

    A manobra do imprint proporciona uma pequena retroversão de pelve, muito sútil, que não visa a retificação da lombar, e sim uma liberação da musculatura paravertebral lombar. Para isso, o movimento de abaixar as costelas deve estar presente.Mas sim, ocorre uma pequena retroversão de pelve. Obrigada pelo post.

    Abraços,

    Viviane

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